quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Just a heartbreak


Quem se identifica, levanta a mão!
\o/ \o/ \o/

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Sinto cheiro de alguma coisa boa




O que tá saindo do forno?

:)

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Terapia



- Doutora, o que há de errado comigo?
- Não há nada de errado com você.
- Então vou embora, já que está tudo certo.
- Calma, não é porque não há nada errado que não há nada para se melhorar.
- Ah, ok. Então o que devo melhorar?
- O que te incomoda em você mesmo?
- Isso, isso, isso, aquilo, isso e aquilo.
- Ah, é bastante coisa.
- Você acha isso errado?
- Isso pode ser melhorado.
- O que? As coisas ou o fato de muitas coisas em mim me incomodarem?
- O que te incomoda mais dentre essas duas?
- Ai, como vou saber?
- Busque dentro de você.
- Ok, deixa eu pensar um pouqunho.
- Certo.
- ...
- ...
- Não sei.
- Isso pode ser um problema então.

sábado, 1 de agosto de 2009

Sobre os preconceitos implícitos


"Não quero brincar com ele porque ele é preto. Minha mãe disse que eles fedem" - dizia um amiguinho meu quando eu tinha uns 9 anos. Foi a primeira vez que presenciei o preconceito, mesmo sem entender ainda o que era aquilo. Não lembro se contei pra minha mãe sobre aquele comentário. Mas se tivesse, certamente ela iria falar que aquilo era algo muito errado, afinal somos de uma família multi-racial. Apesar de eu ser "branquelo", pois a família da minha mãe é descentende de alemães, por parte do meu pai é uma mistura que nem ele sabe ao certo explicar. Tem espanhol, negro, índio e sabe-se lá mais o quê. Ele é moreno, mas alguns dos vários irmãos são negros. E quem olha pra mim nem suspeita dessa mistura que tenho na família. Tive uma educação livre de preconceitos raciais graças a isso.

Um fato relacionado ao tema que teve certa repercussão na mídia brasileira recentemente foi a carta aberta enviada pelo presidente da ABGLT - Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - , Toni Reis. Na carta, muito cordial e muito bem argumentada ( leia aqui ) trazia em seu conteúdo um pedido de mais cuidado na forma como Faustão tratava os gays nos quadros de seu programa, com comentários aparentemente inofensivos que todo mundo já conhece. Os famosos "bicha", "boiola", "veado", como pode-se ler na íntegra no link. Em resposta à carta, Faustão falou ao vivo durante o programa, elogiando a cordialidade de Toni Reis, mas salientando que não vai deixar de fazer comentários desse teor, alegando que "se achar que tudo pode ser politicamente incorreto, vai ficar muito chato". Encerrou com uma ironia apresentando as video-cassetadas "só com morenas burras para não correr o risco de a Associação das Loiras reclamar".

Minha pergunta é: por que então Faustão não faz piadas com negros, chamando-os de macacos e outras palavras da mesma acidez (que eu repudio, estou apenas exemplificando)?

Ora, a resposta é muito simples. Os negros já passaram por muita coisa que os gays passam hoje. Ainda sofrem preconceito sim, mas já lutaram e conseguiram seus direitos previstos em lei. Hoje, qualquer pessoa que discriminar outra pessoa pela sua raça (seja qual for) pode sofrer um processo judicial e é muito provável que perca, sendo obrigado a pagar indenização ou até a ser preso. Isto posto, não se vê mais tantos comentários preconceituosos sobre negros como se via há 10, 15 anos atrás. E é por isso que o Faustão não se arrisca a fazê-lo, porque com certeza um repertório novo a seu favor faria do seu programa menos politicamente correto e "menos chato", segundo sua própria teoria.

No caso dos gays é bem diferente. Ainda lutam por seus direitos, já que trabalham, pagam impostos e são tão cidadãos quanto qualquer outro indivíduo. Ainda não há uma lei que criminalize a homofobia no Brasil. Está em andamento uma campanha com abaixo assinado para a aprovação do Projeto de Lei da Câmara 122/06 ( assine aqui ).

O caso das mulheres é a mesma coisa. Durante milênios foram tratadas como inferiores (e ainda são, de forma mais amenizada), mas desde o movimento feminista nos Estados Unidos, muita coisa mudou e hoje eslas podem trabalhar, votar e fazer qualquer coisas que os homens fazem. Ainda há muita coisa que elas devem fazer, pois o fato da média salarial delas ser menor que a dos homens em cargos iguais é uma das provas de que ainda são discriminadas.

Sou muito utópico em relação ao mundo. Ainda vejo no futuro um mundo onde ninguém seja discriminado por qualquer motivo. Onde as piadas sejam apreciadas somente quando não ferirem os direitos e a situação de ninguém. Sei que isso vai demorar. Muita gente fala que comentários do tipo "boiola", "veado" são completamente normais e sem mal algum inserido neles, mas são esses preconceitos implícitos que envenenam a sociedade. Chamar um negro de macaco também era muito normal há décadas atrás, afinal eles foram até mesmo tratados como escravos.

Tente ver no seu dia-a-dia as situações onde as pessoas ao seu redor e você mesmo possui um pensamento preconceituoso, seja qual for o alvo discriminado. Quanto mais tratarmos esse tipo de atitude como "normal" e "inofensivo", mais o mundo irá no caminho contrário da igualdade e dos direitos humanos.

Enquanto isso, quem sofre menos nas mãos dessas brincadeiras são os pobres animais que tem seus nomes usados pra representar piadas de cunho tão retrógrado.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Onde você busca respostas?


Fica em casa aos sábados a noite tentando encontrar a resposta que você quer? Busca dentro de você? Vai a um psicólogo? Tenta não pensar nisso e foge do encontro consigo mesmo? De que jeito? Ouvindo música em qualquer tempo livre que você tem pra que o silêncio nao traga o sussurro da sua mente lhe dizendo que você precisa pensar nos porquês de você ser o que você é?

Meu pai disse que a vida passou rápido e minha mãe me disse que passou devagar. No auge dos meus vinte e quatro anos eu já acho que ela passou rápido demais sem me dar as respostas que eu esperava encontrar antes disso. Do contrário, ela me deu muito mais perguntas pra eu solucionar, de brinde umas respostas bestas e uma ou outra que valeu a pena esperar pra receber.

Chega dessa merda de "é o caminho que vale a pena, não a resposta em si."

Claro que o caminho vale a pena, mas se as perguntas que você tem possuem respostas, pra quê se conformar com a falta delas?

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Os pequenos momentos


Ter dinheiro é bom né? Ele te traz segurança, conforto e luxo se você quiser. Algumas pessoas podem se aproximar de você por causa do seu dinheiro, mas ele não vai te comprar nenhuma amizade verdadeira. Qdo você for velhinho, não é do seu dinheiro que você vai lembrar e nem da viagem a Paris ou a um resort caríssimo no qual você passou uma temporada. É de quem estava com você na viagem, dos momentos e palavras.

Os pequenos momentos são os que ocupam mais espaço no coração. Como já dizia a sábia Phoebe: Amores e rolos vêm e vão, mas amizade é pra sempre.

Bjos, estou saindo de viagem reencontrar amigos.
Bom fim de semana.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Quem brinca com fogo...


...faz xixi na cama ou se queima?
Voto na segunda alternativa.

Pare pra pensar no fogo como sendo os seus relacionamentos - amorosos, familiares ou sociais. Se você se machucou e se queimou alguma vezes (ou vezes) não vai ficar com receio de se queimar de novo? Não vai ficar com um pé atrás antes de abrir o coração pra alguém? Com a mente fechada antes de pensar em contar algo muito pessoal para uma amizade nova?

E assim as pessoas caminham em direção a um mundo onde todas elas se tornam ilhas inacessíveis onde ninguém consegue entrar e elas tem medo de sair. Cada uma aparenta ter praias mais bonitas e gramas mais verdes. E isso parece bastar pra cada um.

Só é bom lembrar às vezes que, por baixo do oceano, todas as ilhas estão interligadas.
E é assim que as coisas deveriam ser.